Marks Pintija
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Enfim, as placas Mercosul

As alterações na legislação de trânsito do País geralmente geram polêmicas, muitas dúvidas, discordâncias e acabam se prolongando por
muito tempo até que, de fato, entram em vigor. A mais recente foi a implantação das placas dos veículos no padrão Mercosul. Este assunto
surgiu há sete anos até que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a resolução 780/2019 e revogou todas as publicações anteriores,
definindo como prazo 31 de janeiro deste ano para o cumprimento dessa exigência.


As novas placas são feitas na cor branca, com uma tarja azul na parte superior, com o brasão do país no lado direito e do Mercosul à esquerda,
além do nome Brasil ao centro. São sete caracteres contendo quatro letras e três números, na ordem de letra-letra-letra-número-letra-número-número-
número. As cores dos mesmos são definidas de acordo com a finalidade do veículo, sendo preta para particular, vermelha para comerciais, azul para
oficiais, dourado para diplomáticos, prata para colecionadores e verde para especiais. O lacre deixou de ser exigido pela criação do código eletrônico
QR Code, que trará diversas informações da procedência do veículo.


A exigência é válida para os veículos novos. Para os já em circulação, apenas nos casos de transferência de município ou troca da categoria, além
da ocasião de furto, dano ou extravio das placas. A solicitação deixou de ser vinculada aos Detran e deve ser feita diretamente nas empresas
emplacadoras devidamente credenciadas por este órgão. Aqueles que desejarem fazer a troca mesmo sem a obrigação deverão solicitar a emissão
de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV) para que constem os caracteres de ambas as placas, nova e antiga.

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