Silvia Lá Mon
silvialamonica15@gmail.com

A Evolução Espiritual

A evolução do nosso grau de consciência vai promovendo a limpeza dos nossos sentimentos e pensamentos, o que nos faz elevar nossa frequência
vibratória. Isso significa Evolução Espiritual.

O corpo terreno é o veículo de manifestação da nossa Consciência no plano terreno, a fim de que possamos passar por experiências, vivências e
situações inerentes a esse plano. Partindo do princípio de que nossa Missão encarnatória é a busca da autoevolução, a partir do aprendizado de lições
que ainda não aprendemos e irmos nos purificando a nível dos sentimentos e dos pensamentos, e sendo o corpo físico apenas o veículo que
oportunizará a realização disso, fica fácil perceber que esse corpo é um veículo dirigido e comandado por nossas características emocionais e
mentais.

O físico é como o automóvel, que vai onde o motorista (pensamentos e sentimentos) o leva. A finalidade das encarnações é irmos limpando os
nossos sentimentos das imperfeições que ainda temos, como a raiva, o ódio, a tristeza, a mágoa, o ressentimento, etc., e nossos pensamentos das
ideias que criam e mantêm esses sentimentos negativos. Percebe-se, então, a importância de saber quem realmente somos e o que estamos fazendo
aqui, o que se obtém pela noção exata dos aspectos temporários e os aspectos eternos da nossa realidade.

Se reencarnamos, por exemplo, para “limpar” nossos corpos sutis de raiva, de ódio e de agressividade, certamente iremos passar por situações e
experiências que todos passam, mas às quais reagiremos com raiva, com ódio e com agressividade, pois é disso que viemos “contaminados”. E é o
que teremos que trabalhar em nós, e se o conseguirmos, isso propiciará nossa autoevolução.

Então percebemos que evolução espiritual consiste simplesmente em melhorar nossas características inferiores congênitas, brigando e sofrendo
cada vez menos, amando e sendo feliz cada vez mais. E podemos facilmente saber o que viemos melhorar ou eliminar em nós, pela constatação da maneira imperfeita como reagimos às situações e experiências da vida.

Não devemos culpar a quem faz aflorar em nós sentimentos dos quais não gostamos. Essas pessoas (que geralmente são o pai, a mãe, o marido, a
esposa, um filho, etc.) são agentes do nosso destino que, embora aparentemente estejam nos fazendo mal, estão nos fazendo um bem. Elas
nos mostram o que temos de melhorar em nós. De uma encarnação para outra, muda apenas o corpo físico. Para sabermos como devemos evoluir, basta detectar nossos defeitos congênitos e irmos corrigindo-os. O mais frequente, que é culpar os outros, é perda de tempo. Isso desvia o foco da verdadeira questão, que é nossa tendência a reagir de modo inadequado às situações carmáticas, que é o que devemos curar em nós – ou seja, nossa Missão reencarnatória.

Em seu consultório, o psicoterapeuta reencarnacionista deve ajudar as pessoas a perceber que essas vivências aparentemente desagradáveis são necessárias e benéficas para o seu propósito pré-reencarnatório de evolução, por mostrar o que ainda existe de inferior em si, e a promover uma mudança interna no modo inferior de reagir a elas.

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