ZENTREVISTA:
Maribel Barreto
EMBAIXADORA DA PAZ
Doutora em Educação, a escritora baiana Maribel Barreto tem 19 livros publicados. Sua trajetória se destaca pela dedicação ao estudo da Consciência como eixo transformador da educação e da sociedade. Atua como Embaixadora da Paz pela Universal Peace Federation, ONG consultiva da Organização das Nações Unidas (ONU). Já na infância, ela buscava compreender a razão da existência, inquietação que orientaria toda a sua vida pessoal, profissional e espiritual. Pioneira na inserção do estudo da Consciência no ensino formal em diversos níveis, Maribel participou de obras coletivas no Brasil e no exterior, levando suas reflexões a universidades, congressos internacionais e fóruns globais, incluindo a ONU, onde defendeu a integração entre educação, tecnologia e desenvolvimento da consciência como caminho para a paz. Nesta entrevista ao JORNALZEN, do qual é colunista, Maribel fala mais sobre seu trabalho centrado na formação integral do ser humano com valores fundamentados nas leis universais e na elevação da Consciência, por meio de da união entre ciência, filosofia e espiritualidade, destacando o importante papel da literatura para o despertar de consciências.


Como você define Consciência no seu trabalho? Porque formar pessoas conscientes é importante?
Consciência é uma potencialidade do ser que, ao integrar o sentir, o pensar e o agir no dia a dia das relações, com base nos valores das leis naturais que regem o Universo, serve de norte na direção do autoconhecimento, da autorrealização e do que eu denomino “Sersendo”, cujo conceito esclareço em minha coluna nesta edição. Auxiliar na formação de pessoas cada vez mais conscientes é essencial porque é por meio da Consciência que o ser reconhece sua essência, identifica o seu papel individual e coletivo, se implica com o seu processo de autoconhecimento e, portanto, melhora a qualidade das relações consigo, com o outro, com a natureza, com a humanidade. Essa formação deve ocorrer no âmbito da educação familiar; do sistema formal de educação, da educação infantil ao ensino superior, em nível de pós-graduação; e com as organizações empresariais, governamentais e do terceiro setor.
Como você se tornou e o que faz uma Embaixadora da Paz da Universal Peace Federation?
Ser Embaixadora da Paz pela UPF é um reconhecimento internacional concedido a pessoas que demonstram compromisso concreto com a promoção da paz, da ética, do diálogo e do bem comum na sociedade. No meu caso, esse reconhecimento é resultado das ações educacionais que realizo voltadas para despertar, construir e desenvolver a Consciência na humanidade. Defendo que a paz é fruto do desenvolvimento da Consciência. Como atribuições, assumo o compromisso de realizar ações educativas sobre Consciência e cultura de paz em qualquer parte do mundo em que seja solicitada. Já estive em várias cidades do Brasil, além de Coreia do Sul, Suíça, Nova York e Portugal com integrantes da Universal Peace Federation para diálogos e parcerias.
Você já publicou 19 livros. Qual foi o mais importante na sua carreira e vida? Por quê?
O primeiro livro foi muito marcante. Naquela oportunidade, em 2005, senti a concretização de algo que almejava, com perspectivas de auxiliar muitas pessoas com as ideias compartilhadas na obra Os Ditames da Consciência: o papel da Consciência em face aos desafios atuais da educação. Em 2025, foi lançado Os Ditames da Consciência: “Sersendo”, livro no qual retrato minha maturidade como escritora, após 20 anos de estudos, pesquisas e produções sobre essa temática.
Quais são seus planos e sonhos para o futuro próximo?
Manter a escrita de um livro por ano sobre a Consciência, além de expandir a realização do workshop “Os Ditames da Consciência” e da vivência “O Despertar da Consciência” para outras regiões, tanto no Brasil como em outros países, como fizemos no Canadá. No ambiente virtual, pretendo focar na produção do programa “A Consciência se pratica”, através do meu canal no YouTube.
Como tem sido sua experiência como colunista do JORNALZEN? Nosso jornal adicionou algo em sua vida e trajetória?
Estou positivamente impactada pela qualidade técnica do JORNALZEN e, principalmente, pela visão sistêmica, integrada e sincrônica entre as(os) colunistas.
Que orientação você deixa para nossos(as) leitores(as) sobre cultivarem a elevação da Consciência e por quê?
A orientação que deixo é que assumam, de forma cada vez mais consciente, a jornada do “Sersendo”, buscando, em sua própria interioridade, o reconhecimento de quem são em essência. Isso exige disposição para sentir, pensar e agir de maneira integrada, refletindo no comportamento diário os princípios das leis naturais que regem o Universo. É fundamental despertar, construir e desenvolver a Consciência através de estudos e práticas de centração, de modo a elevar esse nível de maneira abreviada. Quando nos tornamos mais conscientes, nossas ações se tornam mais coerentes, nossas relações mais harmoniosas, e nossa contribuição para a sociedade mais significativa. Assim, ao vivenciarmos plenamente o “Sersendo”, nos realizamos enquanto indivíduos e colaboramos para a construção de uma humanidade mais equilibrada, harmônica e pacífica.
