ZENTREVISTA:
Windyz Ferreira
Nesta edição comemorativa do JORNALZEN, nossa entrevistada é uma pessoa que lê o jornal há quase 15 anos. Durante esse período, ela compreendeu o valor das informações e conhecimentos veiculados sistematicamente pelo jornal, assim como se tornou uma consistente divulgadora e colunista. Desde agosto de 2025, a professora Windyz Ferreira se tornou uma peça nova na engrenagem do jornal ao atuar como editora e coordenadora de conteúdo, contribuindo para a implementação de inovações relevantes na era da informação e do conhecimento. Windyz é acadêmica e pesquisadora com múltiplos interesses. Depois da aposentadoria, tornou-se youtuber, professora de meditação, resgatou a espiritualidade em sua vida e passou por inúmeras tradições até assumir se tornar estudante e voluntária da organização Brahma Kumaris. Nessa trajetória, ela reconheceu a rica diversidade de frentes do JORNALZEN e decidiu ativamente participar de sua produção, enriquecendo-o com contribuições, nacionais e internacionais, de acadêmicos, experts e profissionais de ponta.


A pergunta inevitável para iniciar esta entrevista é: com uma história profissional de 40 anos e muitas realizações, incluindo publicações, porque a senhora decidiu se juntar à equipe do JORNALZEN?
Isso é fácil de responder... Tornei-me leitora regular do JORNALZEN porque gosto de seu conteúdo de alta qualidade e, sempre que dissemino o jornal — hoje superacessível, online —, recebo feedbacks que reforçam minha certeza de seu valor para a população em geral. Depois que passei a ser colunista, durante a pandemia, meu envolvimento cresceu. Senti um chamado espiritual para apoiar o jornal a se reaquecer e beneficiar, cada mais, pessoas com seu conteúdo nas áreas de saúde, educação, espiritualidade e cultura. Eu sabia que, com minha rede nacional e internacional de colegas e amigas/os, isso não seria difícil. Assim, conversei com os diretores e fiz uma proposta de contribuir voluntariamente com minhas ideias.
Quem é essa pessoa que faz parte da nova fase do JORNALZEN? Conte um pouco de sua história para nossos/as leitores/as.
Nesta encarnação, me tornei fonoaudióloga e pedagoga, profissões que me levaram a trabalhar como terapeuta e a conviver com pessoas com deficiências diferentes e suas famílias. Em 1992, passei no concurso público para ser professora na área de Educação Especial, atividade que me levou ao mestrado e doutorado fora do Brasil, na Inglaterra, onde adquiri o título de Ph.D (doutora em Filosofia) com uma tese na área de Educação Inclusiva. Ali, começa minha carreira e atividade internacional. Sempre fui um pouco fora da caixinha e muito cabeça aberta, interessada em múltiplos temas e áreas de conhecimento. Assim, fluí para direitos humanos e como militante dos direitos da pessoa com deficiência, e daí para políticas públicas. Depois de aposentada, fui para o mundo virtual (canais no YouTube), e daí para a saúde mental na academia. Esse mosaico de experiências ofereceu bases sólidas para eu ter reconhecido o valor do JORNALZEN assim como para ter despertado o interesse em contribuir com sua produção.
Espiritualidade é uma das áreas focos do JORNALZEN. Conte um pouco o papel da espiritualidade na sua vida?
Antes de mais nada, devo dizer que sou uma alma, viajando e vivendo a experiência terrena para elevar minha consciência. Como alma, não tenho nome, personalidade ou profissão, apenas vivo para me firmar na conexão com o plano superior e evoluir. Tive algumas emergências espirituais (vide a entrevista de Caroline de Moraes, na edição 247) e, em 1994, o chamado espiritual me levou à meditação e, gradualmente, ao desejo de compreender o que estava vivendo. Isso me levou a buscar explicações e estudar novas teorias, tais como epigenética (Bruce Lipton), neurociência (Joe Dispenza), a matriz divina e física quântica (Gregg Braden, Deepak Chopra) e processos de autorregulação ou cura, também denominado remissão espontânea de doenças. Hoje não vejo a vida terrena desconectada da espiritualidade, e esta da ciência moderna, que está descobrindo a sabedoria ancestral e dando sentido às experiências espirituais que todos/as vivemos.
A senhora adota alguma prática espiritual de autoconhecimento nesta etapa de sua vida? Por quê?
Sim. Meditação, retiros espirituais e estudo sobre as virtudes da alma. Essas práticas são fundamentais para eu viver com qualidade nesse mundo caótico e turbulento, e manter a saúde geral e mental.
Que mensagem gostaria de deixar para nossos/as leitores/as para que vivam com mais qualidade de vida?
Lute contra a ignorância do desconhecimento. Estude, busque respostas e aprenda com quem sabe (por exemplo, nossos/as colaboradores/as). Não se acomode frente aos seus sonhos e objetivos porque acredita que são inatingíveis. Não é verdade! Nós construimos nossa realidade. Por isso, conscientemente integre e eleve seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Se você não acredita em nada, ainda assim, seja uma pessoa do bem e promova o bem — assim, você caminhará na luz.
