ELEVAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Maribel Barreto

O despertar e a evolução humana


“Não me procures fora! Não me acharás.

Procura-me dentro... Aí é que estou.”

(Baruch Spinoza, 2012)


O início desta construção parte da compreensão de que nossa função, enquanto Seres Humanos, neste tempo, está apenas começando... apenas se expandindo... apenas se delineando para os devidos fins. Afinal, vale lembrar que o nosso princípio está no fim e o nosso fim está no princípio. Somos, portanto, um Ser com uma potência latente, que deve se mostrar, cada vez mais, manifesta, de forma consciente. Pense em uma semente: nela existe um potencial que aguarda ser germinado e virar uma linda árvore. Da mesma forma, a Entidade Humana traz em si um potencial que aguarda ser desperto e desabrochar em uma linda Consciência.

Esta é uma questão de Inteligência porque ser inteligente não significa apenas saber realizar cálculos matemáticos, mas, sobretudo, significa perceber, enxergar com lucidez e nitidez, inclusive aquilo que verdadeiramente é SER, esse potencial da Consciência que é o próprio Ente Humano em sua natureza. É também isso que nos permite afirmar que, em nossa visão, o conhecimento acerca desse potencial e de como despertá-lo para os devidos fins, a partir de cada um e em nossa individualidade, já se encontra disponível em grau significativo. Basta olhar para o conhecimento e para o comportamento dos grandes ícones da humanidade, alguns dos(as) grandes pacificadores(as) deste planeta que habitamos: os Grandes Mestres Ascencionados. É um conhecimento que pode profundamente auxiliar nossa busca pelo desejo de alcançar a evolução: a iluminação!

Naturalmente, para despertar esse potencial, será necessária uma dedicação específica, a qual se torna especialmente possível para aqueles/as que já alcançaram certa maturidade interior, ou seja, quem desenvolveu a percepção nítida de que vivemos nesta Consciência, assim como um peixe vive, inevitavelmente, imerso no oceano; ou como respiramos, a todo instante, o ar que inevitavelmente nos envolve.

Para esses Entes Humanos, pouco importa crer ou não crer que se vive, que se está, neste Grande Oceano chamado Consciência. Talvez ainda não lhes seja possível SER plenamente essa Consciência; mas não estar nela lhes parece impossível. E são justamente esses Entes Humanos, que já sentem que vivem, que estão, nessa Consciência, que se aventuram a buscá-La em si mesmos, em sua individualidade, até o ponto de se perceberem sendo-A; realizando essa busca por um, mas em benefício de todos, e não apenas de si.

Assim, buscar a Iluminação, a Luz ou a Razão Universal, de modo consciente, é, dessa maneira, função de todo Ente Humano. E a nossa tarefa é, indubitavelmente, trabalharmos incansavelmente de forma paciente, persistente e inteligente, nesta dimensão da interioridade, para que possamos conviver melhor, tanto em nossa individualidade quanto na sociedade em que nos inserimos. Sobre essa busca, Platão (400 a.C.) já evidenciava a existência de uma Razão Universal, afirmando haver uma espécie de Arquiteto Cósmico de onde o mundo é produto, sendo a razão humana uma das ferramentas que podem ser utilizadas para nos aproximar dessa grande verdade.

Talvez, neste momento, você esteja se perguntando: qual instrumento devemos usar para alcançar uma visão tão desafiadora? Seria razoável desprezarmos nossa razão e buscarmos a Razão Universal por outros caminhos? Entendo que, definitivamente, não. Afinal, se já dispomos da razão, por que não começar por ela? Eu o(a) convido então para fazer um bom uso desse instrumento e partir daí.


Profa. Dra. Maribel Barreto é escritora e embaixadora da Paz pela UPF/ONU.

maribelbarreto1@gmail.com


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